St George avança com projeto de terras raras em Minas; vê maior demanda com guerra
- St George Brasil
- Apr 1
- 2 min read
Updated: Apr 3
Por Marta Nogueira

RIO DE JANEIRO, 5 Mar (Reuters) - A St George Mining está pronta para avançar com a estruturação financeira de seu projeto de mineração de terras raras e nióbio em Araxá (MG), com estimativas iniciais de investimentos de US$350 milhões, após sondagens elevarem o grau de confiabilidade de suas reservas, disse o diretor-geral no Brasil à Reuters.
Segundo Thiago Amaral, o projeto ganha ainda mais relevância diante da escalada de conflitos no Oriente Médio com a participação dos Estados Unidos, já que as terras raras são essenciais para a indústria de defesa global e a produção e o processamento desses minerais são hoje amplamente dominados pela China. "O mercado que tem sido altamente demandante desses elementos é o mercado de defesa. E a cada vez que a gente percebe essa instabilidade, isso gera tanto uma demanda como um interesse, uma visão de urgência para que essa cadeia mais robusta para esses elementos críticos seja desenvolvida", afirmou Amaral.
As sondagens identificaram um aumento de 75% na estimativa de volume de terras raras do Projeto Araxá, que agora soma 70,91 milhões de toneladas, com 4,06% de terras raras e 0,62% de nióbio.
Outras sondagens ainda estão em desenvolvimento, mas os resultados atuais já trouxeram maior clareza sobre o projeto.
"Na nossa visão, esse volume indicado traz o potencial de realmentente iniciar a mina, o volume destrava qualquer dúvida sobre as questões econômicas", disse Amaral. "Agora a gente consegue apresentar as opções para estudar como nós vamos financiar a etapa de construção da planta."
Segundo o executivo, a companhia avalia diferentes alternativas de financiamento, com prioridade para acordos de vendas antecipadas ("off-take") com potenciais clientes, em um passo que evitaria a diluição dos atuais acionistas e captaria recursos a custos mais baixos.
Mas Amaral afirmou que a empresa também está em conversas com instituições financeiras sobre a possibilidade de contratação de linhas de crédito e com governos e empresas que têm interesse em entrar como sócios.




Comments